quinta-feira, 30 de julho de 2009

Medo

Um dia, um certo alguém me disse que não gostava de surpresas, e eu lhe perguntei o porquê. Esse alguém me respondeu que tinha medo; medo do que poderia vir junto com essas surpresas. Lhe pedi que me dissesse uma coisa que poderia vir junto com a surpresa. Ela me respondeu: a mudança. Então fiquei me perguntando: porque a mudança causaria medo a alguém?
Conversando um pouco mais, esse alguém falou que a mudança era muito imprevísivel; que não é possível saber as suas consequências, e por isso lhe amedrontava tanto. Então eu disse que não pensava assim. Argumentei que o problema era que as pessoas se preocupavam demais com o futuro. Sugeri que esse alguém parasse de se pré-ocupar.
Esse alguém respondeu que tinha medo de colocar a mão no fogo por uma pessoa, achando que a conhece o suficiente para não se surpreender com nenhuma atitude dela. E então a mudança chegar e acontecer o que ela não esperava: uma decepção, e consequentemente, a mão queimada.

Com isso começei a entender tudo. Esse alguém estava apenas com medo de amar.

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