quinta-feira, 20 de agosto de 2009

'Se sentir extraordinário'

Hoje eu chorei. Mas não foi um choro comum, foi um choro desperado.
Há poucos instantes, assisti o filme Marley & Eu. Ao contrário dos muitos que assistiram o filme, eu não havia lido o livro antes, mas acredito que isso não causou mudança em relação ao impacto que ele causou. Pelo menos pra mim. O filme é contagiante, mas acima de tudo, inspirador.
Eu tenho um cachorro, e o amo muito, mas acho que esse não foi o motivo principal por ter me comovido muito. O filme tem algo a mais, uma mistura de alerta com lição de vida. O fato deles não serem ricos, terem inúmeros planos e sonhos (muitos interrompidos), três filhos e um cachorro super bagunçeiro dentro de uma casa não muito grande, me fez ver a situação de uma forma diferente. Apesar de todas as dificuldades eles são felizes, e isso que importa.
Além disso o filme me fez refletir um pouco mais sobre o destino. Acredito que sejamos nós os responsáveis pelo nosso destino, mas se um 'cão de liquidação' aparecer em nossas vidas talvez não seja por acaso.
A frase que me chamou mais atenção (e talvez seja isso seja muito óbvio) foi a final:

''Para um cão,você não precisa de carrões,de grandes casas ou roupas de marca. Símbolos de status não significavam nada para ele. Um graveto já está ótimo. Um cachorro não se importa se você é rico ou pobre, inteligente ou idiota, esperto ou burro. Um cão não julga os outros por sua cor, credo ou classe, mas por quem são por dentro. Dê seu coração a ele, e ele lhe dara o dele. É realmente muito simples, mas, mesmo assim, nós humanos, tão mais sábios e sofisticados, sempre tivemos problemas para descobrir o que realmente importa ou não. De quantas pessoas você pode falar isso? Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puro e especial? Quantas pessoas fazem você se sentir extraordinário?''
- John Grogan



Nas cenas finais, as lágrimas já corriam em meu rosto e de repente um sentimento oco invadiu meu coração, algo fora do comum. Fui no banheiro tentar me recompor e agora estou aqui refletindo mais um pouco.
Nós deveriamos ser como os cães: amar sem olhar as circunstâncias e tentar ser feliz. Talvez seja difícil, mas não custa tentar.

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