quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Reflexão de quinta 7

Coincidentemente, esse ano as aulas da nossa querida professora Elizabeth cairam na quinta novamente. A Reflexão de quinta está de volta, e nesse primeiro dia o tema escolhido por ela foi o tempo. Como são dois textos (um do grande Mario Quintana e outro de Rubem Alves), vou 'misturá-los' destacando as partes que me chamaram atenção.
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A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já terminamos o ano...
Quando se vê, já passaram 50 anos!
Se fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olharia para o relógio.
Seguraria o amor que está na minha frente e diria que o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta por falta de tempo.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.


O tempo se mede com batidas. Pode ser pelas batidas de um relógio ou de um coração. O pêndulo do relógio oscila numa absoluta indeferença à vida. A cada quarto de hora soa o mesmo carrilhão, indiferente à vida, e à morte, ao riso e ao choro. Centésimos de segundo: que posso sentir em um centésimo de segundo? Que posso viver num centésimo de segundo? [...] O tempo do relógio é indiferente às tristezas e alegrias. Há, entretanto, o tempo que se mede com as batidas do coração. Ao coração falta a precisão dos cronômetros. Suas batidas dançam ao ritmo da vida - e da morte. Por vezes tranquilo, de repente se agita, tocado pelo medo ou pelo amor. Dá saltos [...] ''Quem sabe que o tempo está fugindo descobre, subitamente, a beleza única do momento que não mais será'.'

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