
O ato de conversar pode ser definido por, sei lá, ''trocar palavras com o outro''. Mas é muito mais que isso.
Ontem à noite passei horas na mesa depois do jantar, com alguns tios, meus pais e Fellipe. Conversa vai, conversa vem, chegou no assunto ''passado''. Aos poucos eles contaram um pouco sobre a vida deles quando tinham nossa idade, quando eram crianças... E sabe, foi profundo.
Com algum tempo de conversa, descobri que minha mãe vendia cocada e meu pai, picolé. 600 por dia. É, também acho que foi um exagero, mas meu pai disse que era o maior vendedor de picolé de Surubim. Meus tios foram aos pouco falando sobre a morte da mãe deles, que se lembravam um do outro na beira do caixão. Descobri que depois da morte dela, meu tio quebrava, todo dia, um vidro da maternidade (minha vó morreu no processo de parto). Ri das histórias em que minha mãe seguia meu pai, pensando que ele tinha outra(s), antes mesmo de eu nascer (e também depois rs). Fiquei pasmo ao saber que minha mãe e minha tia já comeram lavagem de porco. [...]
Pois bem, com algumas horas de conversa percebi que uma mãe é tudo para uma família ser estruturada e, sem ela, as coisas ficam muito difíceis. Descobri que o mundo não gira ao nosso redor; que meus pais um dia foram jovens como eu e sofreram, mas foram fortes e lutaram muito para estarem aqui hoje. Vi que nessa idade eu não vivi um terço do que meus pais e meus tios viveram. Além disso percebi que tenho tudo, e muitas vezes, não dou o valor que merecia.
P.S 1.: Procure conversar com seus parentes. Você vai aprender de um jeito bem familar como a vida é uma caixinha de surpresas, e perceber que, ao contar as histórias deles, nossos anfitriões nem sonhavam como seria a vida deles hoje.
P.S 2.: Minha mãe era possessiva ao extremo: nem deixava meu pai assistir ao programa Fantasia, porque as mulheres apareciam de biquini. Hoje, depois de 20 anos de casamento, já não é mais assim.
Ontem à noite passei horas na mesa depois do jantar, com alguns tios, meus pais e Fellipe. Conversa vai, conversa vem, chegou no assunto ''passado''. Aos poucos eles contaram um pouco sobre a vida deles quando tinham nossa idade, quando eram crianças... E sabe, foi profundo.
Com algum tempo de conversa, descobri que minha mãe vendia cocada e meu pai, picolé. 600 por dia. É, também acho que foi um exagero, mas meu pai disse que era o maior vendedor de picolé de Surubim. Meus tios foram aos pouco falando sobre a morte da mãe deles, que se lembravam um do outro na beira do caixão. Descobri que depois da morte dela, meu tio quebrava, todo dia, um vidro da maternidade (minha vó morreu no processo de parto). Ri das histórias em que minha mãe seguia meu pai, pensando que ele tinha outra(s), antes mesmo de eu nascer (e também depois rs). Fiquei pasmo ao saber que minha mãe e minha tia já comeram lavagem de porco. [...]
Pois bem, com algumas horas de conversa percebi que uma mãe é tudo para uma família ser estruturada e, sem ela, as coisas ficam muito difíceis. Descobri que o mundo não gira ao nosso redor; que meus pais um dia foram jovens como eu e sofreram, mas foram fortes e lutaram muito para estarem aqui hoje. Vi que nessa idade eu não vivi um terço do que meus pais e meus tios viveram. Além disso percebi que tenho tudo, e muitas vezes, não dou o valor que merecia.
P.S 1.: Procure conversar com seus parentes. Você vai aprender de um jeito bem familar como a vida é uma caixinha de surpresas, e perceber que, ao contar as histórias deles, nossos anfitriões nem sonhavam como seria a vida deles hoje.
P.S 2.: Minha mãe era possessiva ao extremo: nem deixava meu pai assistir ao programa Fantasia, porque as mulheres apareciam de biquini. Hoje, depois de 20 anos de casamento, já não é mais assim.
kkkkkkk, eu ri com o final :'D é por isso que eu amo esse blog *.*
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