quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Reflexão de quinta 5

Um homem morava em um sítio, com seu filho, e não queria que o garoto fosse agricultor como ele. Não é que não tivesse orgulho de ser um, afinal ele adorava fazer aquilo, mas agricultor não é uma profissão lá muito reconhecida.

Então, vendeu todas as suas terras e comprou uma minúscula casa na cidade; o resto do dinheiro depósitou em um banco. Matriculou o filho em uma escola pública, mas sempre estava encima, acompanhando os seus estudos. A medida que o tempo passava, o garoto, agora um rapaz, foi mostrando interesse por odontologia. Nesse meio de tempo, o homem que estava muito confiante que seu filho entraria em uma faculdade pública, entrou em um consórcio de automóveis com o dinheiro no banco que havia rendido, e saiu com um carro.

Apesar de muito estudo, o rapaz acabou sendo aprovado apenas em uma faculdade particular. Sem condições de pagar a mensalidade, o homem decidiu vender o carro e mais uma vez apostar no futuro do filho. Com esse dinheiro ele conseguiu pagar as primeiras mensalidades, até que o filho arranjou um emprego como ajudante de um conceituado dentista, fazendo pequenas restaurações, obturações e higienização bucal, podendo assim ajudar nas despesas. O rapaz ficou conhecido, e pouco tempo depois de se formar já tinha sua própria clínica. Sua vida já não era mais a mesma, vivia na correria rotineira dos tempos modernos.

Em um desses dias, atrasado para atender um paciente, passa correndo pela rua distraído. Uma mulher chama um policial que estava próximo e diz que acabara de ser assaltada por um homem negro e alto. Sem dúvidas, o policial atira no distraído dentista. Um tiro na nuca, não escapou. O pai dele, que morreria um mês depois de ataque cardíaco, em meio a lágrimas, deu um depoimento para um jornal de TV: Meu filho, o meu querido dentista, morreu porque era negro, e só por isso.
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Pense nisso, tire suas próprias conclusões e reveja seus valores.

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