O MAIOR POST DA MINHA VIDA!
Finalmente! Uma semana depois de chegar de viagem estou fazendo esse post. Eu sei, é uma vergonha, e como eu disse o motivo mais convincente e verdadeiro para isso ter acontecido é a preguiça. Mas tudo bem, aí vai.
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Todo ano, no mesmo período, meu pai vai para São Paulo. O motivo? Os Salões do Automóvel e o Duas Rodas. A cada ano é um, e 2009 é ano de Duas Rodas. Já que meu pai tem revenda de motocicletas aqui, esse é o que mais prefere, para ficar antenado nas novidades e tal. Ano passado minha mãe foi com ele, mas desta vez foi a minha vez.
Tudo começou naquela quarta-feira, dia 7. Saí do colégio mais cedo para arrumar minhas malas. Geralmente as pessoas fazem as malas bem antes da viagem, eu não. Acho que a maioria dos homens também, somos mais práticos.
Depois de terminar tudo que tinha para fazer, fiquei esperando o amigo do meu pai e o filho dele, com os quais iria viajar. Meu pai já havia saído, pois o voo dele era 5 horas antes que o meu, ao meio-dia. Então, exatamente às 14h saímos de Caruaru (minha cidade) em destino à Recife. A viagem até lá não é longa, apenas uma hora e meia de carro.
No aeroporto, fiz um lanche e fiquei escutando a Jovem Pan, para passar o tempo. Na hora do embarque passei duas vezes pelo detector de metais, e na terceira tive que tirar o cinto da minha calça. Sim, ele era o causador de todos aqueles apitos. O voo foi suave, embora tedioso: ficar 3h e 35min sentado em um ambiente fechado e com crianças chorando não é lá essas coisas. A situação só ficou mais agradável quando começei a ler Amanhecer.
Bella acabava de quebrar uma costela, por causa do crescimento excessivo de sua barriga, quando anunciaram a hora do lanche. Realmente fiquei animado com o aviso, porque só depois dele percebi que estava faminto. Mas, quando as aeromoças chegam na nossa cadeira, o que recebo? Bolinho recheado do Shrek, Club Social e um copo de refrigerante. Hm, deu para 'enganar' o estômago. Depois disso, o tempo voou, literalmente.
A primeira palavra ao chegar em São Paulo: Aaaatchim. Lá não é um lugar bom para quem é extremamente alergico. O clima doentil, um frio de doer nos ossos... Bem, talvez falo isso porque sou nordestino e acostumado com o calor excessivo.
Esperamos meia hora para pegar nossas malas, e fomos para o hotel, onde meu pai nos esperava. Para muitos, a noite acabaria aí: tomar um banho quente, dormir e descansar bastante para aproveitar o outro dia. Mas não para meu pai. Ele convenceu todos a sair para aproveitar a noite paulistana. Próximo destino: Bar da Brahma.
A localização do Bar é um dos lugares mais conhecidos da cidade, sendo citada até em uma música de Caetano Veloso. Sim, estávamos no cruzamento da São João com a Ipiranga, um dos lugares mais frequentados da noite de São Paulo.
Fomos andando, o hotel é bem perto, e me arrependo até hoje de não ter levado a minha câmera para registrar tudo. Com um estilo moderno, mas sem perder o ar rústico, o lugar encanta. Primeiramente ficamos em uma mesa no ambiente externo, mas depois, quando o frio aumentou e consequentemente minha alergia também, entramos. Os corredores apertados, os lustres brilhantes, as escadarias, as paredes decoradas com anúncios antigos da Brahma, com fotos da cidade e a música ambiente... Tudo isso tornava as coisas ainda mais perfeitas. Começamos a procurar um local agradável, e ficamos no ambiente de samba-raíz (acho que é isso). Ao som de 'Deixa a vida me levar', cantada por uma banda composta só de mulheres, ficamos ali, apreciando as pessoas. De um lado, casais apaixonados beijavam-se, e de outro um grupo de mulheres, talvez na despedida de solteira de uma das amigas, tiravam fotos, cantavam, riam e dançavam com um profissional que ficava disponível. Pena que chegamos perto do fim, a banda se levantou e agradeceu. Então descemos e fomos para o pagode.
Resumindo o restante da noite: contei 97 copos de chop passando pelas mãos das garçonetes, descobri que 'puxar um nugget' é o mesmo que se masturbar, segundo um amigo do meu pai, e ri bastante com o cantor, que apesar de cantar bem, estava bebâdo. Chegamos em casa às 3h da madrugada, mas só fui dormir umas 4h com o dia que viria...
Amanheceu, mas o sol não apareceu. Aliás, o céu de São Paulo se manteve cinza-nublado durante praticamente todos os 4 dias que estive lá. Tomei meu banho quente, me empacotei no casaco e saímos para enfrentar os 16 graus que fazia naquela manhã de quinta-feira. Próxima parada: 25 de março.
Durante todo o percurso até lá íamos conversando com o taxista que por acaso era nordestino. Gosto de observar bem os lugares por onde passo, e estando em outra cidade então... Cada detalhe da cidade se torna motivo para fotos. Algumas que tirei de dentro do táxi:
Finalmente! Uma semana depois de chegar de viagem estou fazendo esse post. Eu sei, é uma vergonha, e como eu disse o motivo mais convincente e verdadeiro para isso ter acontecido é a preguiça. Mas tudo bem, aí vai.
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Todo ano, no mesmo período, meu pai vai para São Paulo. O motivo? Os Salões do Automóvel e o Duas Rodas. A cada ano é um, e 2009 é ano de Duas Rodas. Já que meu pai tem revenda de motocicletas aqui, esse é o que mais prefere, para ficar antenado nas novidades e tal. Ano passado minha mãe foi com ele, mas desta vez foi a minha vez.
Tudo começou naquela quarta-feira, dia 7. Saí do colégio mais cedo para arrumar minhas malas. Geralmente as pessoas fazem as malas bem antes da viagem, eu não. Acho que a maioria dos homens também, somos mais práticos.
Depois de terminar tudo que tinha para fazer, fiquei esperando o amigo do meu pai e o filho dele, com os quais iria viajar. Meu pai já havia saído, pois o voo dele era 5 horas antes que o meu, ao meio-dia. Então, exatamente às 14h saímos de Caruaru (minha cidade) em destino à Recife. A viagem até lá não é longa, apenas uma hora e meia de carro.
No aeroporto, fiz um lanche e fiquei escutando a Jovem Pan, para passar o tempo. Na hora do embarque passei duas vezes pelo detector de metais, e na terceira tive que tirar o cinto da minha calça. Sim, ele era o causador de todos aqueles apitos. O voo foi suave, embora tedioso: ficar 3h e 35min sentado em um ambiente fechado e com crianças chorando não é lá essas coisas. A situação só ficou mais agradável quando começei a ler Amanhecer.
Bella acabava de quebrar uma costela, por causa do crescimento excessivo de sua barriga, quando anunciaram a hora do lanche. Realmente fiquei animado com o aviso, porque só depois dele percebi que estava faminto. Mas, quando as aeromoças chegam na nossa cadeira, o que recebo? Bolinho recheado do Shrek, Club Social e um copo de refrigerante. Hm, deu para 'enganar' o estômago. Depois disso, o tempo voou, literalmente.
A primeira palavra ao chegar em São Paulo: Aaaatchim. Lá não é um lugar bom para quem é extremamente alergico. O clima doentil, um frio de doer nos ossos... Bem, talvez falo isso porque sou nordestino e acostumado com o calor excessivo.
Esperamos meia hora para pegar nossas malas, e fomos para o hotel, onde meu pai nos esperava. Para muitos, a noite acabaria aí: tomar um banho quente, dormir e descansar bastante para aproveitar o outro dia. Mas não para meu pai. Ele convenceu todos a sair para aproveitar a noite paulistana. Próximo destino: Bar da Brahma.
A localização do Bar é um dos lugares mais conhecidos da cidade, sendo citada até em uma música de Caetano Veloso. Sim, estávamos no cruzamento da São João com a Ipiranga, um dos lugares mais frequentados da noite de São Paulo.
Fomos andando, o hotel é bem perto, e me arrependo até hoje de não ter levado a minha câmera para registrar tudo. Com um estilo moderno, mas sem perder o ar rústico, o lugar encanta. Primeiramente ficamos em uma mesa no ambiente externo, mas depois, quando o frio aumentou e consequentemente minha alergia também, entramos. Os corredores apertados, os lustres brilhantes, as escadarias, as paredes decoradas com anúncios antigos da Brahma, com fotos da cidade e a música ambiente... Tudo isso tornava as coisas ainda mais perfeitas. Começamos a procurar um local agradável, e ficamos no ambiente de samba-raíz (acho que é isso). Ao som de 'Deixa a vida me levar', cantada por uma banda composta só de mulheres, ficamos ali, apreciando as pessoas. De um lado, casais apaixonados beijavam-se, e de outro um grupo de mulheres, talvez na despedida de solteira de uma das amigas, tiravam fotos, cantavam, riam e dançavam com um profissional que ficava disponível. Pena que chegamos perto do fim, a banda se levantou e agradeceu. Então descemos e fomos para o pagode.
Resumindo o restante da noite: contei 97 copos de chop passando pelas mãos das garçonetes, descobri que 'puxar um nugget' é o mesmo que se masturbar, segundo um amigo do meu pai, e ri bastante com o cantor, que apesar de cantar bem, estava bebâdo. Chegamos em casa às 3h da madrugada, mas só fui dormir umas 4h com o dia que viria...
Amanheceu, mas o sol não apareceu. Aliás, o céu de São Paulo se manteve cinza-nublado durante praticamente todos os 4 dias que estive lá. Tomei meu banho quente, me empacotei no casaco e saímos para enfrentar os 16 graus que fazia naquela manhã de quinta-feira. Próxima parada: 25 de março.
Durante todo o percurso até lá íamos conversando com o taxista que por acaso era nordestino. Gosto de observar bem os lugares por onde passo, e estando em outra cidade então... Cada detalhe da cidade se torna motivo para fotos. Algumas que tirei de dentro do táxi:
Chegamos na 25 de março. É incrível, mas você tem que ter muito cuidado para não ir a falência. Lá, como todo mundo já deve saber, as coisas são MUITO baratas, e tem de tudo um pouco, de eletrônicos a roupas. Para se ter uma ideia: me ofereceram um pen drive de 120G por R$30! Como eu disse, se você não tiver um bom juízo, enlouqueçerá lá dentro. Ah, e tenha cuidado com as suas bolsas: ladrão lá é o que não falta, só esperam um vacilo seu.
Entramos no Shopping 25 de Março. Muitos corredores estreitos, mas diferente do Bar da Brahma não dá charme nenhum ao local, nos faz ficar tontos. O Shopping tem uns 5 andares, ou mais, mas mesmo assim é muita coisa pra pouco espaço. Olhando de um lado a outro, três elementos básicos fazem parte do cenário: pessoas, aparelhos eletrônicos e principalmente chineses. É de dar nos nervos, aquele barulho todo, as pessoas gritando, atoladas de bolsas, e os chineses falando mais alto ainda coisas indecifráveis. Mas fazer compras é muito rápido. Você pergunta o preço de algo, tipo um iPhone, achando que vai ser um absurdo, aí ele responde: Cento e 'tlinta'. Comprado. Tá, não comprei o iPhone, mas presenciei essa cena inúmeras vezes.
Pois bem, depois de passarmos a manhã praticamente fazendo compras, embora não percebemos o tempo passando lá dentro, saímos para comer. No lado de fora do Shopping o movimento tinha aumentado, registrei o momento:
Depois de almoçarmos, fomos para o Salão Duas Rodas. Outro mundo! Nunca imaginei que eles poderiam reunir tantas motocicletas e mulheres juntas, e o melhor: no caso das duas, cada uma mais bonita que a outra. Visitamos os stands da Honda, Yamaha, Suzuki e outros não tanto importantes como a Shineray. Mas enfim... É um colírio para os olhos. Pena que o Salão é muito grande, não dá pra ver tudo. Além disso, é muito cansativo. Saímos de lá pelo fim da tarde exaustos. Aí algumas das fotos:
Depois de sermos enrolados por um taxista e pagar uma fortuna pela corrida, jantamos em um restaurante perto do hotel, e fomos dormir. Acordamos tarde pela sexta, voltamos à 25 de março para comprar mais presentes, mas saímos logo, já estava ficando muito tumultuado por conta do dia das crianças. Depois passamos o dia no Jardim Europa: o bairro dos Artistas.
Casas chiquérrimas, parques em cada esquina, paisagens desnumbrantes e ruas cheias de grifes, tipo Carmins, D&G e Coca-Cola. O taxista que pegamos disse que constantemente entravam madames no taxi, falando algo do tipo no telefone: Não amiga, fiquei com aquele outro vestido, o prata, de R$3.200. Mas não fomos olhar as grifes. Estavámos em direção a Av. Europa, famosa por reunir as concessionárias mais renomadas de carros importados. É uma sensação in-des-cri-tí-vel ficar ao lado de um Porsche, de um Audi ou de uma BMW. Mas principalmente de uma Ferrari. Na Ferrari, por exemplo, quando entramos o segurança nos dá duas recomendações: não toque nos carros e nem tire fotos.
Depois de mais um dia cansativo, voltamos, jantamos e fomos logo dormir.
O sábado foi mais um dia de passeio turístico, passamos por parques, praças e monumentos... Pela tarde, fomos ao Shopping Ibirapuera. Chegamos lá, e tinha um movimento a mais em uma loja, fui conferir o que era. Tinha acabada de ser inaugurada a loja oficial do Corinthians 'O Poderoso Timão'. Não resisti e comprei um samba-canção estampado pro meu tio que é fanático; (Não sou Corinthiano). À noite, fomos dormir um pouco mais tarde. Ficamos numa praça perto do hotel, conversando. Quando voltamos, era hora de arrumar as malas. O domingo seria um dia longo, tínhamos que pegar voo e não queríamos nos atrasar.
Amanheceu, e dessa vez fez sol. Acho que foi perseguição, no dia em que vamos embora isso acontece.
No caminho para o aeroporto pegamos a Marginal Tiête, mas não como vemos constantemente na TV: engarrafada e extressante. Foi um passeio agradável, e digo que se o rio fosse limpo a paisagem seria perfeita. Chegamos, fizemos logo o check-in, demos uma volta e tomamos café, então aconteceu o episódio que contei no post anterior rs. Nosso voo partiu às 9h 15min, e chegamos às 11h 10min em Recife.
Vista aérea de São Paulo.
Vista aérea de Recife.
Conclusão: A-do-rei a viagem, perfeita! São Paulo é uma cidade com muita coisa pra se ver, realmente vale a pena. Mas não queria morar lá, além da correria é muito frio. Prefiro o meu Nordeste sempre quente e ensolarado rs.
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P.S.: Sim, sempre fui abismado com os banheiros de aeroporto. E sempre que conto a alguém dizem que é exagero meu. Pois bem, aí está a prova de que não é:
Não tem como ficar entupido.
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